
Gente, vamos ter serenidade para enxergar o óbvio: a culpa é da bola, que é da Adidas; enquanto a selecão é da Nike.
Não é teoria da conspiração. É constatação. Ficamos convencidos que Ronaldinho Gaúcho & Cia eram aqueles caras dos anúncios que driblam meio mundo com facilidade e alegria. Super jogadores tão extraordinários que, enfadados de tanto talento, vez ou outra, brincavam de ver quem acertava mais vezes a bola na trave ao final do treino… Só que na hora do jogo de verdade, acontecia o contrário. Apareciam uns caras do outro time e o Joga Bonito desandava. Pior, descobrimos que as bolas na trave do videozinho era efeito especial. Marketing viral, uma moderníssima forma de vender o peixe.
O símbolo dessa seleção com sorriso publicitário se chama Roberto Carlos. Um anão de jardim musculoso que acredita que para ganhar o jogo basta entrar em campo com a camisa verde-amarela bem passadinha. Desculpem, queridos amigos de infortúnio, mas a nossa equipe, com honrosíssimas exceções (Dida, Lúcio, Juan… tem mais alguém?) foi um time de bundões milionários em férias. Um time tão sem raça e agressividade que, imagine isso, o líder natural foi Kaká. Nada contra o talentoso ex-atacante tricolor. Mas como pode dar certo um grupo de homens numa guerra liderado por um garoto sem cicatrizes da batalha da vida que recentemente se casou virgem?
Adeus, bundões milionários sem sangue nas veias, vocês não mereceram os 180 milhões corações batendo por vocês nos quatro cantos desse mundo.
Escrito por Marcelo Tas às 07h38