A saída da Cláudia Costin da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo é um sinal evidente daquilo que a gente sabe de cor. Cultura no Brasil é o cocô do cavalo do bandido. A verba para Cultura no estado mais rico da federação era de 120 milhões por ano. Levanto em consideração que isso deveria incluir os alunos da rede pública, os incentivos para as artes, cinema, teatro, video…, museus, bibliotecas…. É uma verdadeira mixórdia. Uma vergonha imensa.
Infelizmente, nossas autoridades máximas- federais, estaduais, municipais- até hoje não se deram conta da importância estratégica (social e política) das artes e da educação, como fazem os governos dos EUA, Canadá, França, Alemanha, Espanha, Inglaterra… enfim, aqueles que mandam ou vão mandar no mundo. Como a Coréia, por exemplo.
O posto de Costin já está oferecido para o PPS, aliado do governo. Ou seja, o empreguinho de secretário da Cultura, que deveria ser estratégico como a cadeira do Palocci ou do presidente do Banco Central, é usado para pequenos favores e barganhas eleitorais. É uma vergonha imensa viver num país que desconhece a importância das artes e da educação para a promoção da verdadeira revolução e progresso social.
Isso vale para todo mundo. Não só para este caso da substituição da secretária da Cultura do Estado de São Paulo. Aliás, o Gilberto Gil lá no planalto central tá na mesma situação. De pires na mão, rebolando e tocando violão em eventos, fingindo que o governo federal tem consideração mínima pelo ministério dele, o que não é verdade. Infelizmente, de norte a sul desse país, à nossa história e expressão cultural são sempre reservadas as mais sujas e fedorentas latas de lixo.
Desculpem a linguagem, queridos internautas, mas literalmente, quando o assunto é Cultura e Educação, nossos políticos só fazem cagada.
Escrito por Marcelo Tas às 08h42