Chegou a hora do grande suspense do ano: a divulgação do aumento do salário mínimo!
Segundo o Dieese, o mínimo a ser pago a um trabalhador deveria ser: R$ 1.402,63. No entanto, desta vez o mínimo ainda deve ficar bem mínimo.
Para chegar ao número R$ 1.402,63 o Dieese levou em conta o que está na constituição. O trabalhador deve receber o suficiente para suas necessidades humanas: alimentação, moradia, vestuário, saúde, transportes, educação, higiene, lazer e previdência.
Mas as necessidades humanas variam muito de pessoa pra pessoa. Pro bilhardário americano Donald Trump, por exemplo, necessidade humana é ter dois jatinhos, um iate modesto, apartamento triplex com banheiros revestidos em ouro e viajar algumas vezes por mês pro Taiti.
Já pro povão, o sonho de consumo é mais modesto: um chinelo de dedo, uma coxinha, um fim de semana no piscinão com direito a pagode, isso se não chover…
É, tá ruim. Mas pode ficar pior. Em 2003 os brasileiros consumiram R$ 25,8 bilhões a menos do que em 2002. Não deu nem pra segurar o sorrizinho de pagodeiro.
Pra piorar, a desigualdade social brasileira é uma das maiores do mundo. As 5 mil famílias mais ricas detem 45% das riquezas produzidas, o PIB.
Mas tem políticos pensando em resolver isso.
Recebi dezenas de e-mails que mostram no site da camara projeto do ilustre deputado Nazareno Fonteles, PT- Piauí: impor um limite máximo de consumo no Brasil! Se aprovado, cada pessoa vai ter um valor máximo para gastar no mês. O excedente vai pruma conta especial chamada “Poupança Fraterna”, pra ser devolvido em 14 anos!!! Não é genial?
E quem não depositar seu próprio dinheiro nessa conta entra no cadastro da dívida ativa da União! Ou seja, vira devedor de si mesmo!
Poupança Fraterna, parece nome de igreja. Será que não tem outro jeito de fazer esse milagre?
Como diminuir a desigualdade social brasileira? Jogar no bicho, usar a foice, o martelo, ganhar o Big Brother?
Clique sua idéia aqui. Na próxima semana eu volto com elas no Jornal da Cultura.
Escrito por Marcelo Tas às 13h53
