Hoje é sexta-feira e o “post” do Luciano Huck na Folha de segunda ainda rende comentários no Painel de Leitores do jornal.
Imagine quando a Folha descobrir que tudo isso poderia ser potencializado pela internet. Já pensou: Clóvis Rossi e seus preciosos escritos num blog com feed-back em tempo real de seus atentos leitores? Talvez nunca precise começar um texto como o de hoje: “Escrevo antes de o STF decidir se o mandato dos parlamentares pertence ao partido ou ao parlamentar…”
Não se trata de uma observação crítica, mas factual. Os antigos veículos ainda resistem à grande mudança, vide a campanha “Mico do Ano” do Estadão, que para divulgar sua iniciativa na internet tentou ridicularizar os internautas. Uma atitude desastrosa, até mesmo sob o ponto de vista empresarial dessas grandes empresas. Talvez por falta de tempo, talvez por preconceito, talvez por desprezar a inteligência e capacidade do “leitor”. Ou será que talvez eles tenham razão?
Vai abaixo os comentários ao “post” de segunda de Luciano Huck, publicados na versão impressa da Folha de hoje.
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Assalto nos Jardins
“Parabenizo a Folha por dar a oportunidade a seus leitores de constatar que existem pessoas como o senhor Luciano Huck (“Pensamentos quase póstumos”, “Tendências/Debates”, 1º/10). Já nos primeiros parágrafos do artigo, deparei com a “humildade” que poderia esperar de uma pessoa que afirma que vive seus dias para melhorar a vida das pessoas e do país. Segundo ele, caso fosse assassinado, deixaria uma multidão triste, o governador envergonhado e o presidente em silêncio.
Pena que uma pessoa que tem a oportunidade de divulgar o seu pensamento em nível nacional viva tão fora da realidade a ponto de precisar ter seu Rolex roubado para se dar conta de que a violência escancarada nas ruas não faz parte apenas do roteiro de um filme. Por fim, sugiro ao apresentador que pergunte a um trabalhador que ganha um salário mínimo quanto paga de impostos. Adianto a resposta: uma fortuna!”
LUIS FELIPE VELLACICH YUBI (Ourinhos, SP)
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“Lamentável o comentário de Zeca Baleiro sobre o texto de Luciano Huck -como se Zeca Baleiro não fizesse parte dessa elite. Se a questão da violência chegou à elite por causa de um Rolex, acho ótimo! O que importa é que chegou. E quem sabe assim, quando os poderosos descobrirem que estão na mesma linha de fogo que o pessoal do Capão Redondo, as coisas comecem a mudar. E por falar em Capão Redondo, dou um doce a Zeca Baleiro se ele um dia já passou por lá. Estou farta de gente que come caviar e arrota mortadela.”
MARIANA PEDREIRA (São Paulo, SP)
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Escrito por Marcelo Tas às 09h23