
Tem gente que acha frescura. Tem gente que acha perda de tempo. Futilidade…
Mas eu penso que a estética é tão importante quanto a ética. Aliás, é quase a mesma coisa. Aprendi com o inestimável filósofo Roberto Romano, que esteve lá no teatro com o Varela, que a palavra ética veio da posição do corpo ereta, ideal para o bom funcionamento dos órgãos e consequentemente do corpo e do pensamento. E assim, por extensão, do bem estar do indivíduo e daqueles que o cercam. Daí, o relacionamento estreito entre ética e estética.
Enfim, fiz uma longa volta para dizer que é inadmissível a uma pessoa que se coloca candidato a Presidente de uma grande nação com o Brasil, com um povo suingado e que preza a beleza, repartir um cabelo que absolutamente não existe!
O candidato Geraldo tem que explicar esse seu procedimento anti-estético e anti-ético. Sob pena de cair ainda mais nas pesquisas.
Atenção militantes tucanos apressadinhos: não estou criticando a “careca” do candidato. Quem sou eu para isso? Estou criticando o que ele fez com a careca, o que é bem diferente. O candidato Lula também tem um sério problema anti-estético. Ele que me aguarde.
FOTO: Maurício Lima/France Presse (na capa da Folha de S. Paulo de hoje)
Escrito por Marcelo Tas às 15h38