
Um super “barriga”- jargão para erro jornalístico- na manchete dos três principais jornais brasileiros hoje: Folha, Estadão e Globo. Todos concluem que o ensino piorou, comparando índices do Enem de um ano para outro. Alguns foram mais longe, fizeram um ranking de escolas baseado neste ranking.
Como se sabe o índice do Enem mede performance individual dos alunos, que fazem o exame voluntariamente. Portanto, uma média que afere uma performance individual, de um grupo que se apresenta voluntariamente, não tem qualquer valor como amostragem coletiva. Erro maior é o de comparar essa média que nada quer dizer com a média do ano anterior e tirar uma conclusão. Claudio Moura e Castro, economista, especializado em educação, em entrevista à BandNews FM, disse que o que os jornais de hoje fizeram seria o mesmo que “tentar fazer a barba com um machado”.
Claro, meu comentário e a constatação dessa “barriga” não quer dizer que a Educação é uma maravilha. Ao contrário, a Educação no Brasil continua uma vergonha nacional.
Aliás, o outro índice divulgado ontem pelo MEC, o Saeb, este sim, que mede a performance das escolas e alunos, aponta pequenas variações, algumas para baixo outras para cima, todas dentro de uma raquítica e inadimissível média vexatória que mostra com todas as letras e números a condicão de indigência da Educação Brasileira.
Uma fonte desse blog na Faculdade de Educação da USP, confirma a mesma avaliação. E acrescenta. Muitas escolas espertinhas, sabendo que a mídia adora expor esse tal “ranking de escolas brasileiras- fajuto, como já apontado pelo especialista- escolhem alguns poucos e bons alunos a dedo para prestar o exame e assim “anabolizar” a “média final” da escola no ranking. Os jornais- e alguns blogueiros ilustres- caíram como patos e provavelmente muitos pais também.
Escrito por Marcelo Tas às 18h01