
Meu médico recomenda mais um dia de molho. Mas, muito bonzinho, me autorizou passar aqui para ver vocês.
Segundo meu colega de UOL José Simão, estamos com a gripe Congonhas, aquela que nos deixa no chão.
Não tenho do que reclamar. É mais um dia na companhia do “cumpanheiro” Dostoiévski, que apesar de não ter ido à festa de cumpleanos do “cumpanheiro” Zé Dirceu, me trouxe novidades incríveis. Confiram este primeiro parágrafo do conto “O Sonho de um Homem Ridículo” (1877) e depois me digam se o “cumpanheiro” Dostoiévski sabe ou não das coisas:
“Eu sou um homem ridículo. Agora eles me chamam de louco. Isso seria uma promoção, se eu não continuasse sendo para eles tão ridículo quanto antes.
Mas agora já nem me zango, agora todos eles são queridos para mim, e até quando riem de mim- aí é que são ainda mais queridos. Eu também riria junto- não de mim mesmo, mas por amá-los, se ao aolhar para eles não ficasse tão triste.
Triste porque eles não conhecem a verdade, e eu conheço a verdade. Ah, como é duro conhecer sozinho a verdade! Mas isso eles não vão entender. Não, não vão entender.”
PS: Do livro “Duas Narrativas Fantásticas, de Fiódor Dostoiévski, tradução direto do original de Vadim Nikitin, Editora 34. Eu rrrrrrrrecomeeeeindo.
Escrito por Marcelo Tas às 09h11