O que era antes uma agradável viagem a um outro Brasil, com cara de fronteira, cultura própria e muitos amigos queridos, de uma hora e meia, virou uma aventura.
Uma longa viagem sair de São Paulo e chegar a Porto Alegre.
O primeiro susto: ter que descer do carro e chegar a pé ao aeroporto de Congonhas. Passar bem em frente ao prédio da TAM Express ainda soltando fumaça. Eram 9 e meia da noite dessa quarta. O cheiro inconfundível de substâncias tóxicas incineradas no ar. Cheiro e silêncio de tragédia. A fila de carros da mídia estacionados. A cara de cansaço de todos… (video acima feito com meu celular pela rua de onde as TVs transmitem a tragédia).
A mocinha no balcão se surpreende em me informar que meu vôo estaria no horário. Estaria. Na hora agá, um chuvisco, praticamente uma garoa paulistana, fecha a pista. Somos transferidos de ônibus para Guarulhos. Mais gente com cara de cansaço. Um sentimento de dor, preocupação e cumplicidade entre as pessoas.
Chego em Porto Alegre as 2 da manhã. A pessoa com a missão de me receber está lá, firme e bem-humorada.
Hoje, quinta, participo de um forum de debates onde se pergunta: Afinal, o que resta de sólido e palpável nestes nossos tempos?
A palestra começa às 19h00, entrada grátis. A mediação é da cineasta e produtora de cinema Ana Luiza Azevedo. Mais informações, aqui.
Escrito por Marcelo Tas às 03h10