A campanha “Xô Sarney” iniciada na blogosfera mudou a intenção de voto no Amapá. Sarney liderava com folga. Na mais recente pesquisa Ibope sua principal concorrente, Cristina Almeida, do PSB, uma legítima amapaense, apoiada discretamente pelo presidente Lula, subiu 11 pontos. Agora a briga está 47 a 40% ainda a favor do senador bigodudo do Maranhão (mas que concorre pelo Amapá, entenderam?).
Sarney anda deseperado. O ex-presidente acaba de perder uma ação na Justiça onde ele processava, acreditem, o Google. É que não gostou de saber que existem nada mais do que 53 mil endereços de blogs e sites contra a candidatura dele ao Senado pelo Amapá (ué, mas ele não é do Maranhão?).
Na atual campanha 2006, Sarney já tentou censurar blogs, calar jornalistas… Agora queria obrigar o Google a retirar do buscador mais usado do mundo as páginas contra ele. É patético. Sarney atua como aquele marido da anedota que flagra a mulher com o amante, se revolta e manda retirar o sofá da sala.
Foi justamente depois da tentativa de censura que a campanha “Xô Sarney” ganhou força. Hoje está em centenas de blogs pelo Brasil e exterior, inclusive neste que vos fala. No Amapá, até foram lançadas camisetas com a grife “Xô Sarney”. O movimento também conseguiu atingir o Maranhão, estado outrora blindado pelo grupo de TVs, rádios e jornais da família Sarney. Através do Orkut, internautas maranhenses lançaram o movimento “Xô Rosengana”, claramente inspirado na campanha amapaense.
Sarney virou uma caricatura de si mesmo. Foi-se a enganação do homem cordial, elegante, civilizado, amante das letras… Ficou a amargura e o coronel desesperado com a iminência de um eject da política brasileira.
O movimento “Xô Sarney” iniciado na internet, que captou um sentimento popular em relação à oligarquia Sarney, é até aqui o fato mais importante nas Eleições 2006. Trata-se de uma mudança histórica que todos nós devemos acompanhar com atenção e cuidado, pois o velho coronel não deve aceitar pacificamente a aposentadoria dele pela força do voto popular.