
O “cumpanheiro” Bush está chegando esta semana ao Brasil. Na pauta, a intenção de nos tornar parceiros dos EUA na produção de álcool e o biodiesel.
O que não se discute, nessa desenfreada corrida em direção aos ditos combustíveis “verdes” é se eles são “verdes” mesmo.
Ou seja, se não fazem mal ao ambiente, como se apregoa. Se vende em larga escala a idéia de substituir o petróleo, uma espécie de suco “sujo” de dinossauro, por qualquer tipo de seiva extraída das plantas, estas sim criaturas “limpinhas”.
Sabe-se que um dos grandes causadores de poluição atmosférica é o fertilizante, amplamente utilizado na moderna agricultura. É bom lembrar ainda que até hoje a própria extração da cana-de-açúcar, é feita às custas de grandes queimadas que aquecem e deterioram o solo, além de deixar um futum insuportável no ar. Mas como é tudo da “natureza”, não olhamos para esses substitutos ao petróleo com o devido rigor científico.
Isso para não falar da catástrofe que representa o cocô de vaca, outro assunto que os dois presidentes deveriam ter como pauta das suas reuniões. Bush é texano, criador de gado, um produtor; Lula é consumidor, amante do churrasco. Saibam, nobres internautas, que o Brasil já tem uma população de gado superior à população de gente: mais de 200 milhões de cabeças. Estes sim, formam uma multidão de agressores da camada de ozônio. Uma vaca é um bomba de produção de gás metano com quatro patas. Polui mais que todos os canos de escapamento dos automóveis da cidade de São Paulo. Através do pum e do cocô.
Fica aí sugestão desse blog para o encontro Bush e Lula: bull shit, o cocô de boi.
Imagem: grafex.com
Escrito por Marcelo Tas às 07h54