
Na terça, resolvi assistir por alguns minutos o para mim ainda inédito BBB8. Queria entender por que tanta gente acompanha os “confinados dentro da casa” e a mídia gasta mega litros de tinta e espaço com o assunto, inclusive o nosso UOL. Confesso que fui fulminado pelos raios catódicos saídos da tela da TV. Eu, otimista incorrigível quanto ao futuro da espécie humana, quase me deprimi. Cheguei a orar pelo Pedro Bial. Quem nasceu agora não sabe, mas o cara já foi referência de qualidade para os jornalistas da minha geração. Ele não merecia esse “sucesso”.
O problema do BBB não é que o programa é ruim. É que o programa não é nada. E nada multiplicado por toda essa atenção midiática continua dando em nada, como aprendemos nas aulas de Matemática.
Bem, estava eu ainda nessa pré-depressão, numa zona que poderia ser descrita como sentimento zero, quase deacreditando na capacidade do homem criar algo novo até o final desse milênio que mal começou, quando abro o jornal de hoje e sou iluminado por essa charge do Caco Galhardo.
Vale a pena entortar o pescoço para saboreá-la. A explosiva mente doentia de Caco me tirou da casa limpinha, brocha e asséptica onde eu estava com a mente confinada desde que caí na tentação de assistir ao programa BBB8, na última terça-feira. Agora, estou livre, milagre, aleluia!
Prezado Caco, pense nos milhões de brasileiros que você pode salvar. Por favor, funde urgentemente sua própria igreja.
Escrito por Marcelo Tas às 10h20