
Um general do exército parou o avião da TAM já taxiando na pista de Viracopos, em Campinas, em direção à Brasília. A TAM convidou gentilmente, e ofereceu uma graninha, a duas pessoas para descerem da aeronave e acomodou o general da carteirada e sua esposa.
O general apressado, Francisco Roberto de Albuquerque, chegou apenas 15 minutos antes do vôo. Alega que um subordinado seu havia chegado mais de uma hora antes com as bagagens e os tiquetes. Quando foi informado do “overbooking”. Pode ser. O que não pode ser é o general dizer que “não sabia” que o avião já taxiava na pista com os passageiros dentro quando deu ordem ao DAC para segurar a aeronave. “Não sabia” é desculpa esfarrapada exclusiva do excelentíssimo presidente Lula, seu superior hierárquico, meu caro general. Ou conversa de bêbado chegando em casa com o baton na cueca.
Agora, numa coisa eu me solidarizo com o general. Recentemente eu mesmo fui vítima da mesma safadeza- o overbooking- em Congonhas, com a própria TAM. O overbooking é um super aproveitamento das poltronas, para lotar o avião mesmo se houver desistências de última hora. Quando ninguém desiste, alguém vai ficar sem viajar, é elementar. Uma safadeza imposta aos viajantes. Um tiro no pé. Quem viaja, sabe. As companhias aéreas viraram uma verdadeira piada. Para sobreviver punem os próprios clientes, aqueles que, segundo o primeiro mandamento do capitalismo, são os que deveriam ter sempre razão.
Escrito por Marcelo Tas às 09h14