
Tia Dag, carinhoso apelido como é conhecida a educadora Dagmar Garroux, fundadora e coordenadora da Casa do Zezinho, manda avisar que está confirmado neste sábado o lançamento do livro “Pedagogia do Cuidado”. A comunidade ainda se encontra em estado de choque após o assassinato do jovem Alberto Mifonti Junior, 23 anos, um “Zezinho” educado na Casa, dentro de uma loja da Casas Bahia, na última segunda. Além de não alterar o plano do lançamento do livro, toda comunidade resolveu reafirmar com sua presença no lançamento a posição de firmeza diante da dura realidade a ser transformada.
O livro é altamente recomendável não apenas para os interessados em crianças e educação, mas sobretudo em entender o Brasil. Ou como usar a criatividade e a inteligência para lidar com a criminosa distância de oportunidades existentes entre os vários Brasis.
É também uma boa chance para quem se interessar por conhecer melhor a experiência da “Casa do Zezinho”, ONG do Jardim Ângela, um ilha de excelência educacional na periferia de São Paulo, mais conhecida fora do que dentro do nosso país.
No lançamento do livro, a Comunidade Zezinho estará fazendo um ato silencioso em respeito ao Luto pelo assassinato do Jovem Alberto Mifonti Junior. Todos estarão de branco com uma fita rosa no braço para lembrar que onde há Educação haverá Paz, Amor e Justiça. Eu lá estarei.
Abaixo, vai o serviço e release do livro. Quem puder, por favor passe a notícia adiante.
Lançamento do livro: “Pedagogia do Cuidado– um modelo de educação social”
Autores: Celso Antunes e Dagmar Garroux
Sábado, dia 15 de Novembro, 18h00
Livraria Fnac- Pinheiros
R. Pedroso de Moraes, 858
Sao Paulo- SP
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RELEASE
“Pedagogia do Cuidado” dos autores Celso Antunes e Dagmar Garroux (Tia Dag)
A favela não é conceito urbanístico, é episódio social onde se convive a toda hora com assassinatos, tráfico de drogas, violência sexual, mas isso não impede que nesse mesmo espaço se descubram a mensagem de carinho, o amor romântico, as ilusões adolescentes, as esperanças no amanhã. A árdua realidade de uma favela, como tantas que em tantas partes do país se esparramam, representa diagnóstico realista de um mundo onde se exploram crianças até os limites de sua resistência e onde a vida vale pouco menos que quase nada.
Localizada no chamado “Triângulo da Morte”, região do entroncamento entre Capão Redondo, Jardim São Luiz e Jardim Ângela, uma das regiões mais pobres e violentas de São Paulo, a comunidade do Parque Santo Antônio faz parte de uma faixa habitada por mais de um milhão de pessoas, que vivem em condições muitíssimo precárias sob qualquer ângulo que se queira olhar e ver. E é neste contexto que Dagmar Garroux fundou a Casa do Zezinho, que para a felicidade de muita gente cresceu e ajudou a vida de muitos jovens. Este livro nos conta um pouco de tudo isso com a descrição de 40 casos verídicos envolvendo a educação, as drogas, a prostituição infantil, o estupro e a morte. As linhas pedagógicas que estruturam a Casa e a pedagogia do cuidado, que envolve as múltiplas ações desenvolvidas na Casa do Zezinho, também estão descritas por Celso Antunes nesta obra e têm a intenção de inspirar movimentos análogos onde quer que existam vontade de educação e esperança no amanhã.
O livro é estímulo à reflexão e convite à ousadia de pensamentos sobre uma metodologia diferente, onde é inegável a força modeladora e a imprescindível importância de modelos admiráveis que, conscientemente ou não, mudam vidas ao propor desafios enriquecedores e exemplos estimulantes.
Alguns depoimentos
Os Zezinhos são meninos e meninas de 6 a 18 anos com experiência de vida que mistura capacidade de sobrevivente de guerra com liderança natural de vice-presidente de multinacional. (Marcelo Tas, jornalista, apresentador do CQC na Band)
A pequena Dag é boa de pontes. Há décadas é tudo o que ela faz. Construir pontes firmes e indestrutíveis entre o Brasil, onde abandono, desesperança, exclusão, pobreza, fome e desamor estão represados há séculos (e podem explodir a qualquer momento), e o Brasil que sobe muros, blinda carros, capricha na chapinha e finge que não vê. Se depender da Tia Dag, Irmã Dag ou da Dagmar Garroux, o nome você escolhe, um dia serão tantas pontes, que não haverá mais lado de lá ou lado de cá. (Paulo Lima, editor da revista Trip)
Escrito por Marcelo Tas às 16h15