
Sempre fui um admirador de Clodovil Hernandez. Não pelo seus dotes como estilista, mas pelo grande comunicador de TV que é, pela coragem de assumir sua homossexualidade com humor e inteligência. Mas… tem sempre um mas… ele resolveu acabar a carreira de forma melancólica.
Se filiou ao incrível PR- Partido Republicano, aquele que já foi PL, aquele das malas de dinheiro de Valdemar da Costa Neto- recebido de braços abertos por ninguém mais ninguém menos que Inocêncio de Oliveira, deputado inseto acusado de praticar escravidão na sua fazenda, furar poços com o nosso dinheiro, explorar o povo miserável do sertão de Pernambuco.
Para tudo na vida tem limite. Para mim, Clô ultrapassou aquela linha sutil e murchou como um margarida cansada de velório no meu conceito como pessoa e figura pública.
É uma lição para aqueles que nele votaram como um “voto de protesto”. Aliás, votar em “artista” como voto de protesto dá nisso. Vide Moacyr Franco, Agnaldo Timóteo, Enéas…
Foto: Alan Marques/Folha imagem
Escrito por Marcelo Tas às 08h05