O cupido vai sentar na cabeceira da mesa no próximo jantar do Olimpo e pagar no débito o jantar dos deuses. Desde o ultimo dia 30 de agosto, o Tinder lidera a lista de aplicativos mais rentáveis dos Estados Unidos e Brasil, os dois maiores mercados da empresa.
Além dos espaços publicitários, o aplicativo fatura com os usuários que compram por um empurrãozinho do destino para encontrar a pessoa amada.
Por US$ 9,90 mensais, você pode disparar flechas do amor sem limite, distribuido curtidas ilimitadas até encontrar quem também o queira para o desejado “match”, momento que dois interessados um pelo outro se cruzam e são liberados para conversar no chat privado. Ocultar anúncios, controlar a exibição de certos dados pessoais, ser visto apenas por quem você tem interesse são outras vantagens do investimento.
Todos os dias, mais de 8 milhões de matches acontecem no Brasil no Tinder. São mais de 150 milhões de swipes diários, o nome dado para a curtida no aplicativo devido o movimento de deslizar a foto do candidato para a direita ou esquerda conforme seu interesse pelo usuário.
Entre os corações carentes, São Paulo ocupa a segunda posição entre os berços de usuários, perdendo apenas para Los Angeles, nos EUA.
O que já foi motivo de vergonha para muitos enviar bilhetinho no correio elegante, entrar no bate-papo do Uol ou cadastrar nos aplicativos de relacionamento, virou praticamente normal desde que muitos casais que começaram seus relacionamentos por estes meios divulgaram o segredo do início de suas histórias pela rede.
Contrário do Facebook e outras redes sociais, o algoritmo do Tinder não faz cruzamentos ocultos de interesses de usuários. O filtro de seleção é imposto por você que pode restringir pela idade, sexo ou raio de distância.
O peso do cofrinho do Tinder é apenas um sinal de que entre tantas distrações e ocupações disponíveis atualmente, a caçada pelo amor ainda segue no topo dos interesses.