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Continua na mídia a discussão sobre o novo quadro do CQC: o assessor de imagem. Entre outras, uma boa reportagem no site Congresso em Foco e uma entrevista com esse que vos tecla.
Lá, você encontra várias visões diferentes, inclusive de parlamentares e intelectuais. Destaco algumas aqui:
“Sempre existiu humor com a política. Desde o império, os chargistas se esmeram por isso. O Mabel entrar na Justiça é de uma caretice e um mau-humor danado. Transformar o espaço político em ambiente carrancudo é até hipocrisia, pois se trata de uma falsa seriedade”- deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ).
“O clima da política permite a criação e a proliferação desse tipo de programa. Se tivesse uma política ajustada, reduziria essa ridicularização. Não tem que censurar [o programa]. Esse tipo de problema só se reduz se a classe política se impuser por meio da seriedade de seu trabalho”- senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
“Quanto menos os congressistas derem bola para essa história, mais ela vai cair no esquecimento. Esse novo quadro perde um pouco da política que o grupo se propõe a fazer. É um tipo de piada que cansa”- Fernando Abrúcio, cientista político e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
“O humor de sátira na política não é uma coisa nova e é muito comum na democracia ocidental. Por que o Brasil tem que ser resistente? A sátira deve ser encarada como um escárnio saudável, e não como um descrédito da política brasileira. O humor ácido dos integrantes do CQC não desmerece os políticos. Muito pelo contrário. Chama mais atenção para a política os brasileiros que não gostam de política. Às vezes, eles tornam-se muito agressivos, com perguntas muito inconvenientes. Mas esse humor não deve ser coibido, deve ser respondido à altura”- Antônio Flávio Testa, cientista político e sociólogo professor da Universidade de Brasília (UnB)
Novos comentários aqui no blog, é claro, são muito bem-vindos. Democracia com internet é muito bom e eu gosto.
Escrito por Marcelo Tas às 20h10