
O Debate da Band foi um jogo entre a viagem na maionese versus a cadeira vazia.
A cadeira vazia, onde deveria se sentar o atual presidente Lula foi a mais citada da noite. Não é à toa. A cadeira vazia não representa apenas uma tática eleitoral, como acusaram os outros candidatos. Representa a realidade. A dureza de governar esse país.
Era o discurso dos que prometem mudar. Contra a ausência daquele que prometia mudar. E depois só que ao invés de mudar o Brasil, se mudou para Brasília, e o Brasil continuou o mesmo. Ou quase o mesmo. Alguns pequenos índices melhoraram… blábláblá…
Mas, o quadro é esses, queridos amigos do esporte. O debate foi uma viagem sem fim na maionese. Que, com o passar do tempo e o calor dos holofotes da TV, foi se tornando ainda mais líquida. Estado físico causado justamente pela ausência da frieza que caracteriza a realidade, simbolizada pela cadeira vazia.
Ninguém quer saber de falar da dura realidade que é chegar ao poder. Encontrar um país esfacelado, ainda na pré-infância de tudo. E ter que fazer acertos e ligações com o passado e o presente das oligarquias e ignorâncias que dominam a cena, como Lula teve que fazer.
É melhor gritar slogans, estatísticas ou até mesmo alguns gracejos e provocações, como fez a candidata Heloísa Helena. Mas ninguém conseguiu sair de dentro do pote da maionese e desafiar a suprema verdade do silêncio eloquente da cadeira vazia. Resultado: zero a zero. Deu empate o Debate da Band.
Escrito por Marcelo Tas às 12h24