Economista usa sobrenomes para rastrear mobilidade social

Por Marcelo Tas

Ao contrário do que muitos pensam, meu sobrenome não é Tas. Tristão Athayde de Souza forma o acrônimo – ou, simplesmente, meu apelido que mais pegou na minha vida.

Se sobrenome pra muita gente é apenas um código para unir pessoas no Natal e no WhatsApp, o economista Greogory Clark, da Universidade de Davis, na Califórnia, mergulhou num estudo que revela os nomes de família são capazes de contar a história da mobilidade social no mundo.

Após estudar centenas de milhões de sobrenomes com bancos de dados que remontam cinco séculos, Clark encontrou uma boa e uma má notícia. A boa é que as famílias tendem a uma equidade social. A ruim é que isso leva, em média, 300 anos. Isso é, se você nasceu em uma família que ocupa os 1% mais pobres, dificilmente você será capaz de saltar para os 1% mais ricos. O mesmo vale para o contrário. Pelo menos, é o que indica o banco de dados.

Ouça minha coluna na CBN de hoje para saber mais sobre as descobertas de Greogory Clark.

SAIBA MAIS:

– sobre seus antepassados clicando no acervo digital do Museu da Imigração de São Paulo. O site permite buscar imigrantes que passaram pela hospedaria da capital paulista entre os séculos XIX e XX.

– livro do pesquisador Gregory Clark (ainda não disponível em português): “The son also rises- surnames and history of social mobility” (Princeton University Press)

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