
Sempre que sobre a passagem de ônibus, os estudantes vão para as ruas.
Às vezes, o pau come feio. Geralmente, na Bahia é que ocorrem os incidentes mais agudos. Desta vez é em São Paulo.
Toda vez que vejo os estudantes indignados nas ruas com o aumento das passagens de ônibus eu me pergunto: o que eles fazem nos outros 365 dias do ano?
Já que estão nas ruas, poderiam se indignar contra o 2.978 servidores do Judiciário que recebem acima do teto de R$ 22.111 previsto na Constituição. Ou mesmo contra o fato do Carlos Heitor Cony ter cometido mais um livrinho ou a tintura pornográfica do bigode de José Sarney.
Vamos lá, estudantada, ampliar essa lista de ítens a serem protestados.
E que fique bem claro, apóio integralmente o protesto contra o aumento do ônibus. Mas, dá pra ir mais longe do que isso.
Escrito por Marcelo Tas às 17h34