Desculpe o post auto-referente, mas blog também serve para isso. Falar da vida da gente. Aliás, a maioria.
Hoje, dia 17 de Fevereiro, vai acontecer um grande absurdo. É a formatura da Turma 2004 da Escola Politécnica da USP- a POLI, uma das mais respeitadas faculdades de engenharia deste país. Até aí tudo ok, não estivesse no palco discursando como Patrono da turma, eu.
É uma grande honra, é claro. Mas fico muito preocupado com esses sinais. É a segunda vez, e com certeza a última, que sou Patrono de uma faculdade que eu mesmo cursei. Primeiro foi a ECA, Escola de Comunição e Artes, em 2003. Agora, a POLI.
Quando me formei na POLI, no distantíssimo ano de 1983, o Patrono foi Antônio Ermírio de Morais. Aí perguntas começam a me incomodar: estarei à altura do homem do cimento? Teriam os formandos 2004 tomado chá de cogumelo? Seriam alunos do Professor Tibúrcio?
São muitas dúvidas e uma grande emoção. Apenas uma certeza: com essa notícia entramos definitivamente na Era de Aquarius. Não tem mais nada de esquisito para acontecer. Ou tem?
PS: a foto acima, de 1980, mostra o dia em que fui picado, na Escola de Engenharia da POLI (vejam vocês) pelo bicho da Comunicação. Esse é o meu grupo de amigos anarquistas (a chapa Beleza Pura, como podem ver nas camisetas) comemorando a nossa sensacional vitória sobre uma chapa de direita e outra de esquerda para o CEC- Centro de Estudantes da Civil. Estou ali no meio (duvido que me achem) transbordando de felicidade por ter sido nomeado editor do jornalzinho de humor do Grêmio, o Cê-Viu? (que existe até hoje!). Uma espécie de blog da época que curiosamente acabou me jogando pra fora da POLI e me dando esse rumo torto na vida. Obrigado, turma 2004 pelo convite. Vou fazer o possível para não decepcioná-los no terno e no discurso.
Escrito por Marcelo Tas às 00h14
