
Ontem em Barcelona, Felipe Massa mostrou que está pronto para encarar a dor e a doçura de disputar o topo da Fórmula 1. No campeonato mais disputado em décadas, pelo menos quatro pilotos de ponta tem condições de chegar ao título, Massa assumiu a responsabilidade de um autêntico líder e desafiou o atual campeão Fernando Alonso em sua própria casa. Ele está de parabéns, mandou muito bem (quem não mandou bem foi a Globo que interrompeu a corrida antes do final para transmitir a missa do papa). Mas quero falar de outro assunto aqui.
Em Março último, Lewis Hamilton, um moleque inglês de 22 anos estreou na F1, o olimpo do automobilismo. Depois de quatro corridas, ele é o líder do campeonato. É o piloto mais jovem da história a liderar essa competição (o mais jovem anterior que havia conseguido a façanha em 1960 foi Bruce McLaren, fundador da legendária equipe onde Lewis trabalha hoje). Hamilton ainda é o primeiro estreante a subir no pódium nas quatro primeiras corridas. E, last but not least, é o primeiro piloto negro na história da Fórmula 1.
Como se tudo isso não bastasse, é um moleque simpático, elegante e muito bem-humorado. Não esconde de ninguém que gosta do que faz e que veio para fazer história.
Escrito por Marcelo Tas às 10h06