
Leio que, em 2007, o faturamento das emissoras de televisão está batendo recordes históricos. Ao mesmo tempo assisto um entre as dezenas de pastores eletrônicos que povoam os canais abertos de TV. Quase nunca paro nesses canais de pastor. Atenção, não estou falando dos “famosos”, donos de vastos espaços e até canais na TV. Estou falando do pastor “genérico”, aquele que tem uma igreja ainda de nome pouco conhecido. Pastor segunda divisão. Já estou há mais de 20 minutos acompanhando a performance de um deles.
É simplesmente inacreditável que alguém acredite nisso. Trata-se de uma espécie de teatro infantil perverso e mal feito. O cara cura tudo: pedra no rim, Aids, dor nas costas, olho grande… com o mesmo sermão surrado e gritinhos no microfone. As pessoas vibram, formam filas para serem “curadas” como autênticos atores coadjuvantes de um drama bizarro…
O que é isso minha gente: preguiça mental, profunda carência de afeto ou cegueira generalizada?
Cartum: enviado pelo Andrade
Escrito por Marcelo Tas às 09h24