
O esperado embate entre os jornalistas Lawrence Wright (EUA) e Robert Fisk (Inglaterra) terminou em nocaute inapelável. O norte-americano beijou a lona já no primeiro round.
Quando a mediadora do “conflito”, a jornalista Dorrit Harazim, lançou a ótima idéia de deixar os convidados se entrevistarem, talvez não tenha avaliado quão explosivo seria o embate. Logo na primeira pergunta o jovem texano Wright, prêmio Pulitzer 2006 por “O Vulto das Torres” sobre a origem da Al-Qaeda, ousou perguntar a Fisk, o correspondente inglês do The Independent no Oriente Médio: você acha que os Estados Unidos mereciam ser atacados em 11 de Setembro?
O “animal furioso”, como Fisk é definido pelo The New York Times, não titubeou: esta é a pergunda mais estúpida que alguém já me fez. É óbvio que nenhum país do mundo merece ser atacado. Nem o Iraque!
As palmas preencheram o auditório lotado e deixaram a situação bem complicada para Wright, que passou o debate nas cordas se defendendo e acentuando que a paciência com a arrogância e cegueira dos norte-americanos já atingiu o limite. Até no Brasil, o país dos homens cordiais.
Escrito por Marcelo Tas às 08h51