Ao contrário daquela revista-que-me-dá-nojo-dizer-o-nome, a Folha reconheceu o erro e publica o outro lado.
Foi no caso da entrevisa do presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci, comentada aqui neste blog há dois dias. Vejam a carta dele e o “Erramos” da Folha.
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Imprensa
“O título da reportagem “À frente da Radiobrás, Bucci critica PT” (Brasil, 29/11) contradiz o que afirmei na entrevista que concedi à repórter Vera Magalhães. Critiquei, isto sim, o uso indiscriminado, dentro e fora do PT, da expressão “mídia independente”, que me parece esdrúxula, e critiquei a idéia, que tem adeptos nas mais diversas agremiações políticas, de usar verba publicitária para “apoiar a mídia independente”.
Declarei, como está devidamente transcrito na entrevista, que não faria nenhum reparo ao PT, uma vez que, no exercício do meu cargo, não me cabe criticar partidos. No mais, reitero que a linha apartidária de respeito ao direito à informação adotada na Radiobrás a partir de 2003 só foi viável porque teve o apoio do governo do presidente Lula, conforme eu disse à repórter -embora essa passagem não conste da edição final. O próprio PT, em um trecho de seu programa para o segundo mandato de Lula, refere-se em termos elogiosos aos avanços da Radiobrás.
Reafirmo que não cabe a governos ou a estatais fazer análise de mídia, tanto que interrompi as colunas que mantinha sobre esse tema quando assumi a presidência desta empresa. Mas é dever do servidor público, em respeito à própria sociedade, solicitar correções, quando necessárias, em notícias que lhe digam respeito. É o que faço agora.”
EUGÊNIO BUCCI, presidente da Radiobrás (Brasília, DF)
Nota da Redação – Leia na seção “Erramos”.
Erramos
BRASIL (29.NOV, PÁG. A12) O título da reportagem “À frente da Radiobrás, Bucci critica PT” é impreciso. O presidente da Radiobrás não criticou especificamente o partido, mas, sim, a proposta -defendida por setores do partido- de que o governo federal deveria incentivar os veículos da “mídia independente”.
Escrito por Marcelo Tas às 07h32