
Tem gente que ainda chama Ronaldo, de “Fenômeno”. Mas a vida segue implacável com o garoto. Joelho bichado, barriga protuberante, racionamento de gols… Não me parece fazer mais sentido. Temos que procurar outro. E já encontrei o primeiro candidato: Itamar Franco!
Vejam se não faz sentido. Um velhote mal cozido, com cara de tio tarado solteirão, que tinha tudo para passar em branco, mas olhem para a trajetória do topete:
Nasceu num navio entre Salvador e Rio de Janeiro > Engenheiro Civil > Prefeito de Juiz de Fora > Senador > Vice do Collor > Presidente > Governador de Minas > Embaixador em Lisboa > Embaixador da OEA em Washington > Embaixador em Roma (sem falar uma palavra além do mineirês!).
Agora, novamente, Itamar está no centro dos acontecimentos. É um anão da política brasileira, mas como sabe se posicionar, pode ser novamente aqueles 10 gramas fatais que definem para onde se desloca o prato da balança no equilíbrio bêbado das forças.
Virou um calo no pé do PMDB e especialmente do Garotinho. Foi depois daquele “não” que ele deu no gordinho em Juiz de Fora (foto acima), que o evangélico balofo perdeu o prumo e terminou nessa grotesca greve de fome.
Já Itamar sempre passa ao largo de qualquer crise. Apesar da aparência de presidente de clube do interior, vive namorando mulherões. Daquela sem calcinha no camarote do carnaval no Rio, à Doralice Lorentz, major da PM, ajudante-de-ordens que trabalhava na sala ao lado do seu gabinete quando governador de Minas. Oh, se aquelas paredes do Palácio da Liberdade falassem. Aí sim, íamos ouvir os acordes e sentir o drama da verdadeira História do Brasil.
Escrito por Marcelo Tas às 10h30