
… e a poupança Bamerindus continua numa boa…
Desculpem os mais jovens, mas não tive como me conter e cantar o jingle acima.
É de emocionar a candura desse cumprimento Lula e Delfim. O último, demônio da direita financista retrógrada que serviu a ditadura. O primeiro, o defensor dos pobres e esfomeados, dos frascos e comprimidos.
Delfim, o oráculo de um dos períodos mais funestos da História do Brasil, mentor da filosofia malandra do “primeiro vamos deixar o bolo crescer para depois dividir” até que os ricos encherem o bolso até fazer bico. Velhacos que hoje desfrutam de aposentadoria não contabilizada em Miami, empanturrados com seus milhões, ou migalhas gigantes, do velho bolo.
Agora, depois da derrota nas urnas, Delfim Netto, o ministro dos generais, vira o confidente do candidato Lula. Sopram-me no ouvido, seu futuro Ministro da Fazenda. Oh, céus, realmente não há mais dúvida. Chegamos à Era de Aquarius. Ou da esculhambação total. Das duas uma. Ou das duas, as duas.
Escrito por Marcelo Tas às 23h33