
Terminou ontem à noite a temporada de “Como Chegamos Aqui?- a História do Brasil Segundo Ernesto Varela” no Rio. Fica um sentimento misto: de alegria e tristeza, pela tarefa deliciosa-trabalhosa que chega ao fim. Por conhecer e deixar novos e velhos amigos.
Terminamos com uma grande noite, como foi a maior parte das noites da temporada: com o teatro lotado até o teto, platéia atenta e muito espirituosa. Um moleque de 17 fez um discurso emocionante no momento interativo. Uma senhora fez uma análise psicológica do personagem: excesso de lucidez. É verdade, o Varela sofre de overdose de lucidez. Estado que as vezes produz uma viagem lisérgica perigosa nesse país de realidade surrealista.
Hoje pela manhã, no Globo, sou surpreendido com a nota, que reproduzo acima, na coluna do Joaquim Ferreira do Santos, a mais simpática (e mais lida também) do Rio. Estão vendo, crianças, a nota é uma prova documental de que não me ocupo apenas daquele partidinho que está no poder federal, o qual vou me reservar de citar aqui no Blog por uma semana. Pronto, tá decidido, vou ficar sem citar aqui esse pessoalzinho por uma semana. Estou de dieta. Em depressão pós-parto. Pós-Rio de Janeiro. Definitivamente, a cidade mais linda e difícil (como toda mulher bonita) do Brasil.
Obrigado a todos cariocas, nativos e adotivos, pelo carinho e acolhida. O Varela manda avisar que quer mais e volta com uma nova temporada por aí em 2006. Dessa vez na Zona Sul.
PS: tem uma cena da peça, a “Fábula da Corrupção”, em www.comochegamosaqui.com.br
Escrito por Marcelo Tas às 10h48