Já são mais de 300 mil os motoboys paulistanos. São os caras da “correria”. Sem eles, a economia da cidade não funciona. Mas continuam sendo o alvo preferido do preconceito e olhar torto da sociedade.
Para a maioria, são invisíveis. Viviam escondidos dentro do capacete e macacão escuro de vinil. Sim, viviam, porque agora doze deles resolveram contar sua própria história através de fotos e textos enviados pelo celular no Canal Motoboy. Deixo por conta deles a definição do portal:
“12 Motoboys percorrem espaços públicos e privados da cidade de São Paulo. Munidos de celulares com câmera integrada, fotografam, filmam e publicam em tempo real na Internet suas experiências, transformando-se em cronistas de sua própria realidade. Descrevem mediante palavras chave as imagens que publicam e colaboram assim para a criação de uma base de dados multimídia que seja capaz de gerar conhecimento coletivo. Em reuniões periódicas analisam os conteúdos publicados e coordenam a formação de grupos de emissores dedicados a cada tema aprovado pelo coletivo. Um projeto de comunicação audiovisual celular realizado para a comunidade de Profissionais Motociclistas de São Paulo em 2007”
A idéia é um ovo de Colombo. Pela natureza do ofício, os motoboys são as testemunhas mais ágeis dos fatos da cidade. O olhar veloz não impede sacadas precisas: “aqui, viaduto vira condomínio”.
Expressando-se livremente eles se humanizam aos olhos da cidade. Trata-se de um diálogo inédito com a coletividade para, quem sabe, conquistar respeito e melhores dias para todos.
O blog saúda e aplaude o Canal Motoboy, uma maneira sensacional de conhecer os caras que ajudam a economia de São Paulo girar. E de sentir o pulso da cidade invisível aos nossos olhos.

PS: recebi essa dica através de uma aluna que frequentou o curso que dei no IETV em SP. Depois, publico aqui o nome dela a quem fica meu agradecimento pelo link.
Escrito por Marcelo Tas às 08h54