
A realidade fica cada vez mais líquida. Escorre pelos dedos.
Deve ser essa a razão de não nos espantarmos mais com expressões como “MP do Bem”. Nem com velhinhos espertalhões como Carlos Heitor Cony, paladino da justiça por escrito, mas mensalista de R$ 19 mil paus por mês do meu, do seu, imposto, porque ele foi “perseguido” pela ditadura… E a geração atual quando ficar velhinha, vai ter direito a indenização por ter sido submetida às baboseiras espalhadas pelo dito cujo em artigos de jornal e obviedades ruminadas no rádio?
A revista Veja tem defeitos, mas é uma das poucas publicações (cadê os combativos companheiros da imprensa de “esquerda”?) que tem coragem de cutucar essa barbaridade na edição dessa semana, quadro publicado acima. Mostra que no Chile, essa picaretagem não teria vez.
Mas voltemos à MP do Bem. Se aceitamos esse nome, isso quer dizer que admitimos imediatamente todas as outras como MP do Mal? Ou não?
Mesmo com esse nome, a MP do Bem contempla muito pouca coisa. Dá um descontinho de menos de 10% por exemplo nos computadores. E apenas nos abaixo de R$ 2,5 mil reais. Daqui a alguns anos vamos morrer de vergonha de taxar e perseguir computadores no aeroportos brasileiros como se fossem drogas ou caixas de uísque. Aliás, bastante simbólico os supostos dólares cubanos virem em caixas de uísque. É a cada dos “cumpanheiro”.
Escrito por Marcelo Tas às 19h23