
É a maior pane na aviação aérea na História. Milhares de negócios, turismo, comércio… projetos que deixam de se realizar.
Qual a resposta da administração federal? Bem próxima de zero. Ontem o senador Suplicy, sempre ele, ligou da sala de embarque no aeroporto de Brasília para o Ministro da Defesa para saber o que estava acontecendo. Nem adiantaria se outros milhões de brasileiros pudessem fazer o mesmo. Suplicy nada conseguiu arrancar do Ministro. Voltou para casa e desistiu da viagem.
No meio dessa confusão, uma coisa é certa: temos que agradecer aos céus o Brasil não crescer no ritmo desejado pelos políticos em seus discursos. Se fosse “destravado” o crescimento, como quer o presidente, estaríamos no mais absoluto caos- como se isso que estamos assistindo fosse pouco. Especialistas confirmam: caso o país cresça 5%, como se deseja, o tráfego aéreo cresceria quase o dobro em relação a hoje. O que representaria um golpe mortal na estrutura atual: caduca, ultrapassada e inadimplente.
Enquanto isso, na mesma noite, terça, o presidente Lula se reunia no Palácio do Planalto com… o PL. Lembram-se desta sigla? A mesma do Valdemar, do mensalão, que agora se fundiu ao PSC e, pasmem, ao PRONA, de Enéas. O nome do futuro partido: Partido Republicano.
É perfeitamente compreensível que o presidente se reúna com políticos nessa fase de composição do futuro Congresso. Mas não é simbólico demais esse encontro com o PL? Não seria a evolução política de Enéas, um termômetro do andar bizarro da carruagem?
É só uma pergunta.
PS: imagem do blog criativodegalochas.blogspot.com
PS2: Hoje tem transmissão do podcast AO VIVO, direto daqui de CURITIBA, as 8 da NOITE.
Escrito por Marcelo Tas às 10h35