
Este blog participou na tarde de hoje de uma tradições da Flip: o almoço anual “oferecido” pelo príncipe d. João Henrique de Orleans e Bragança, o popular Dom Joãozinho, 54 anos. Havia um suspense insuportável se ia ou não acontecer o regabofe. Simplesmente porque não havia confirmação do patrocinador. Sim, o príncipe entra com a casa e a simpatia. Ambas impecáveis, aliás. Mas a comida e bebida são sempre por conta de empresas.
Duas dificuldades se colocaram no caminho do festim. O patrocinador interessado- Imprensa Oficial do Estado de São Paulo- atrasava o sinal verde por não entender o por quê da impossibilidade de se limitar o número de convidados. O príncipe é reconhecidamente generoso em acolher convidados de última hora que simplesmente brotam diante da porta do casarão branco com janelas e portas verdes de onde se avista a Baía de Paraty.
O segundo motivo da dúvida, bem mais nobre. É que o Príncipe só chegou na manhã de hoje à cidade. Sua alteza é tricolor doente e foi uma das testemunhas oculares da derrota do Fluminense para a LDU, do Equador, por pênaltis, na final da Copa Libertadores, ontem no Maracanã.
A derrota do Flu, aliás, foi o assunto para quebrar o gelo na chegada, inclusive com esse repórter, logo depois do cumprimento de mão do Príncipe, na porta do casarão. Como manda a tradição.
Ao contrário do almoço oficial de abertura da Flip, o acesso a fotógrafos é permitido e o ambiente é descontraído, apesar dos lugares marcados nas mesas redondas sob árvores seculares.
A casa é supreendentemente simples, elegante e arejada. O muro é discreto e baixo para os padrões das caixas fortes dos grandes centros urbanos. Rapidamente, a formalidade dá lugar à descontração. As portas dos cômodos, o que inclui a cozinha e varandas internas, ficam todas abertas para que os convivas circulem à vontade por esse pequeno reduto da história do Império do Brasil.
Os mais assediados, sem precisar dos serviços de medição do DataFolha, foram de longe os dois barbudinhos e cabeludos do pedaço: o escritor Neil Gaiman, que atendia a todos com simpatia. O que incluia filhos adolescentes de convidados, nerds das letras, que conhecem tudo sobre Sandman, a série de livros de quadrinhos criadas por Gaiman em parceria com ilustradores diversos. Parece que está pintando a mesa mais disputada da Flip 2008. Ai, ai, ai… vou ter que pedir “ajuda aos universitários”. Serei o moderador do encontro entre Gaiman e Richard Price, no próximo sábado, 11h45.
O segundo homem mais assediado do almoço era ele: Dom Joãozinho. Terminou a sobremesa rodeado por meia dúzia de mulheres, todas entre 40 e 50, poderosas e atraentes, diga-se.
O príncipe não esconde de ninguém seus pendores de conquistador, como o trisavô Dom Pedro I. Porém ao contrário daquele, D. Joãzinho é moderado e discreto. Revela para delírio da rodinha que ficou um ano sem namorar após a separação de seu primeiro e único casamento até então, de 24 anos. O motivo: “esperei ela encontrar um novo amor primeiro”. A mulherada suspira e uma delas solta a frase inevitável: “mas é um príncipe”. Outro motivo estratégico do assédio diz respeito a um misterioso amigo do Príncipe, recém-separado, homem do mundo financeiro, que aterrissa amanhã na cidade como hóspede do casarão imperial. Mesmo sem saber, já virou o novo solteiro mais cobiçado da Flip 2008.
Foto: Marcelo Tas
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Escrito por Marcelo Tas às 19h02