
É um grande erro esse negócio de “Dia Internacional da Mulher”. Mal liguei o computador hoje, e recebi a enxurrada costumeira de poesias e bobagens sobre o tema. Nenhuma mulher cabe num dia. Nem numa semana. Mulheres são lunares. Circulares. Quando você pensa que entendeu a cabeça delas, está redondamente enganado, seduzido pelo rabo.
Se é que vocês me entendem, sem malícia. E com malícia.
Não há dúvidas. Elas foram injustiçadas durante séculos de ignorância. Especialmente pelas igrejas em geral. Tratadas como demônios, que na verdade são. Mas deram a volta por cima. Partiram para o mundo dos negócios e demonstraram sua força localizada num eixo muito além da debilidade e infantilidade do pinto murcho dos machos.
Depois desse furacão revolucionário feminino dos últimos 30-40 anos, que dizimou grande parte dos já poucos homens-realmente-homens, como elas mesmas gostam de dizer, agora querem nos salvar da extinção. Talvez seja tarde demais, meninas. Mas como verdadeiros micos-leão-dourado que somos, aguardamos resignados pelo vosso socorro.
E se elas me permitirem fazer um pedido, ainda de homem que ama as mulheres como mulheres, gostaria que a enfermeira que me prestasse os primeiros socorros fosse Scarlet Johanson, essa aí da foto, que está maltratando os corações em Match Point, recente e imperdível filme de Mr. Woody Allen, nos melhores cinemas.
Mulheres, permitam-me dizer aquelas velhas, desgastadas e sinceras palavras: Eu amo vocês. No geral e também cada uma de vocês, no particular. O mundo é de vocês. Feliz todo dia sempre. E se puderem, tenham compaixão de nós, últimos seres que insistem em ser homens sobre o planeta.
Escrito por Marcelo Tas às 10h58