
Mais uma informação aeronáutica que pode responder dúvidas sobre o acidente.
Pelas características da queda e posição das aeronaves na hora do choque, tudo leva a crer que o Boeing foi atingido, desgraçadamente, com uma precisão absurda para as milhares de possibilidades que o encontro aéreo poderia oferecer, numa peça crucial: o profundor.
O profundor é aquele aerofólio articulado na cauda do avião que cuida da estabilidade longitudinal do aparelho. Sem o profundor o avião toma uma atitude de infinita decolagem. Não há ação do piloto que possa controlar esse movimento. Os controladores da aeronave se tornam passageiros, não há o que se fazer. Devido à colossal força aerodinâmica, o avião empina o bico, sobe indefinidamente, até perder a sustentação e cair quase na vertical. É a atitude conhecida na aviação como “estolar”.
Pilotos se referem a esse tipo de acidente com uma expressão usada por espiritualistas: um “resgate coletivo”. Por ser uma queda vertical, raramente há sobreviventes.
Escrito por Marcelo Tas às 08h56