
A Virada Cultural foi um sucesso. A cidade parecia um grande carnaval. E sem axé e trio elétrico. Eureka, evoé, aleluia!
Mas teve o “se” da Praça da Sé: o quebra-pau no show dos Racionais MCs, um verdadeiro show de irracionalidade, infelizmente.
Começou com um pequeno tumulto, virou um espetáculo de violência desnecessário e ganhou todas as manchetes, criando a falsa informação sobre o que foi esse final de semana histórico na cidade.
Vamos ser racionais e olhar sem julgar esse pequeno “senão” da Praça da Sé?
– A praça estava linda e lotada.
– Até o show anterior, da “Nação Zumbi”, mesmo com a inevitável muvuca, estava tudo indo bem.
– O Racionais MCs, como de costume, atrasou o início da sua apresentação.
– O consumo de pinga na região era desenfreado.
– Alguns imbecis da platéia começaram uma briga.
– Sobrou pernada para quem não tinha nada a ver com isso.
– A polícia, que é criticada (com muita propriedade e poesia nas letras dos Racionais), estava lá à postos.
– Alguns dos imbecis da platéia começaram a agredir a polícia.
– Alguns dos imbecis da polícia reagiram de forma desproporcional às agressões sofridas e passaram a atirar balas de borracha e jatos de fogo contra o público, sem levar em consideração até mesmo a segurança das milhares de pessoas que lá estavam.
– Durante o tumulto, os Racionais MCs foram muito habilidosos e tentaram acalmar os ânimos dos imbecis da platéia.
– Infelizmente, nada deu certo, e o show dos Racionais acabou meia hora depois de iniciado.
– Gente que não tinha nada a ver com isso, proprietários de bancas de jornal e pequenas lanchonetes tiveram seus “ganha-pão” destruídos.
– Orelhões e banheiros químicos também foram vítimas dos irracionais.
– A multidão foi embora assustada para casa.
Os episódios da Praça da Sé nos deixam uma fantástica oportunidade de pensarmos na praça do “se”.
E “se” a a gente pudesse caminhar todos dias livremente por essa cidade sem ser incomodado pela polícia, pelos bandidos ou por qualquer tipo de violência?
Fotos: Keiny Andrade/ Ag. Estado
Escrito por Marcelo Tas às 09h53