
A última vez que botei os pés nos Estados Unidos, tive a certeza de que os norte-americanos, com cães, scanners de alta potência e muita arrogância, acreditavam que iam conseguir evitar que o “demônio” do terror entrasse em seu território através dos aeroportos.
Depois desse, que é o maior massacre já visto na história dos EUA, 32 estudantes mortos, talvez percebam que o terror não vem só de fora, mas de dentro.
O atirador era um estudante da própria universidade, sul coreano, 23 anos. Usava duas pistolas, dessas que se compra facilmente pelo país. São produzidas por ano, cerca de 250 mil dessas pistolas nos EUA. Custam entre U$ 200 e 700 dólares. São modelos fáceis de usar e recarregar. Bastante comuns nas mãos de jovens criminosos, cenas de cinema e clips de rap.
Os tiros disparados numa sequência impressionante foram testemunhados por estudantes incrédulos e câmeras de celular. Veja aqui(http://www.cnn.com/2007/US/04/17/vtech.shooting/index.html).
O terror que vem de dentro, da ebulição mental e da cultura da pistola norte-americanas, é o terror que não está previsto nos radares e detectores de metais, nem na cara de pau de George W. Bush, que se diz “chocado” com as mortes. Todos nós estamos. Com essas trágicas e surpreendentes mortes na Universidade de Virgínia e com as previsíveis e constantes em Bagdá.
Video: CNN
Fotos: New York Times
Escrito por Marcelo Tas às 10h36