
Como vocês sabem, sou paranormal. Lembro-me como se fosse hoje (ah, antigamente a gente falava “lembro-me como se fosse ontem”, o que hoje não faz sentido algum), que no dia que Bush venceu para presidente pela primeira vez, naquela tramóia na Flórida, tive a exata e completa visão do apocalipse que viria a seguir. E pensei: como um povo rico, educado, poderoso, com fartura de universidades e sucrilhos na mesa, elege um energúmeno desses como seu representante? Depois vi que sim, é possível. Londrina, no post abaixo, ainda discute se quer ou não reeleger Belinati?
Sim, amigos e amigas da rede blog, gostamos dos canalhas. Eles aliviam a nossa precariedade moral. Ilusoriamente, mas aliviam.
Neste momento, vivemos novamente o mesmo friozinho na barriga. O até então razoável John McCain, que nos dava a vã esperança de que qualquer hipótese seria melhor que o que está aí, começa a descer a ladeira. Tal qual uma Marta desesperada diante da iminente derrota, John sopra a trombeta do apocalipse- prometendo uma guerra de 100 anos no Iraque- tentando cutucar a onça do fascismo que existe dentro de cada norte-americano médio. E, naturalmente, dentro de cada um de nós seres humanos, demasiadamente humanos.
Ilustra: sensacional caricatura do Lovato, que na terça-feira abre exposição em São Paulo.
Escrito por Marcelo Tas às 10h21