
Médico sanitarista trotskista de Ribeirão Preto (ai, ai, ai… não dá para ser tudo isso ao mesmo tempo naquele calorão de Ribeirão!). Surpreende o Brasil ao ser alçado ao Ministério da Economia com um feito notável: ser mais conservador que os conservadores tucanos que o antecederam. Juros nas alturas, crescimento pífio, imposto máximo, lucros dos bancos na estratosfera…
Dono de um sangue gelado, olhar de peixe morto, boca flácida de onde brotam frases cuidadosamente sensatas, que acalmam o mercado como um Lexotan ao cair da noite.
Até que… oh, não… oh tentação do inferrrrrrno!… sexo, uísque e garotas não contabilizadas numa superquadra do Lago Sul… e um funcionário, um caseiro, que viu tudo.
Na madrugada maligna, uma opção pela truculência. Oh, tentação dos infernos! Stalin! Leningrado! 1917! Trabalhadores do Brasil, por que não se limitam a trabalhar, limpar a piscina e aparar a grama?
O segredo bancário de Francenildo é quebrado com a mão forte do Estado. O trabalhador humilde do Piauí de 24 anos, eleitor de Lula, de testemunha passa a acusado por “lavagem de dinheiro”! Oh, como é profunda a viagem na maionese do poder.
Francenildo contra-ataca. É mesmo um debochado. “Fica a minha palavra contra a do ministro”, diz ele. A nação fica com a do caseiro. A casa cai.
Hoje pela manhã, o jornalista Boris Casoy na Folha, pede o impeachment do presidente Lula. O senador Mercadante, ora vejam, aparece lépido e fagueiro para declarar às rádios e a quem mais quiser ouvir que Palocci teve a “grandeza” de sair. Ai minha nossa senhora do periquito verde, das duas uma: ou ele pensa que todo mundo é idiota ou ele próprio é um bobinho de marré marré marré deci. Vergonha na cara zero. Tenta levantar espuma da lama até a próxima pesquisa de opinião pra ver se a tática colou. Deitado em berço esplêndido, a vida do país continua.
Escrito por Marcelo Tas às 09h46