
Ainda a Flip. Os dias intensos em Paraty teimam em não sair da minha pele.
Agradeço imensamente os comentários e mensagens. Teve gente, como o Rogério Lemos, de Paraty, que levou a sério demais o fato de eu denominar a multidão louca por livros, os nerds das letras, de multidão de “Lemos”, personagem presente nas crônicas de Nelson Rodrigues para designar aquele vizinho desconhecido da rua meio esquisitão.
Prezado Rogério, apesar do Lemos do seu nome, obviamente que nem eu, nem Nelson Rodrigues, estávamos nos referindo especificamente a você, sua família ou nem mesmo qualquer outro Lemos do Brasil e do mundo.
É tudo coisa do mundo da ficção, este lugar fascinante onde ficamos mergulhados durante uma semana. Ainda não consegui voltar. Vou continuar tentando.
Viva todos os Lemos do mundo!
(Acima, movimento na Tenda dos Autores, as 9h30 da manhã!, segundo a organização, nos cinco dias de Flip, foram vendidos 30 mil ingressos para as mesas)
(Abaixo, o e-mail do Rogério)
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Prezado…
Nunca li seu blog ou suas notícias. A única coisa que me chamou a atenção foi por eu morar em Paraty há 3 meses, e estar empolgado com a Flip, já que eu trabalho no provedor de Internet oficial da Flip.
Em suma, sendo curto e grosso, não gostei da referência de “Lemos” como “aquele vizinho anônimo e esquisitão que todos temos no prédio”. Pra mim, foi de extremo mau-gosto sua referência. Um sujeito que põe um blog de “Marcelo TAS” não pode criticar quem tem “Lemos” no nome.
Isso foi de um preconceito extremo!!!!! Tenho muitos vizinhos ao meu redor, muitos deles igualmente “esquisitões”, e mesmo assim nucan os esteriotipei de “Marcelo Tas” da vida.
Não costumo mandar e-mails sobre o assunto, mas o mau-gosto de sua parte me obrigou a isso.
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Rogério Lemos
Paraty/RJ
Escrito por Marcelo Tas às 07h39