
Em 2007, os brasileiros devem comprar 11 milhões de computadores (40% a mais que 2006). Se confirmado, o número vai chegar nos calcanhares da preferência nacional, a televisão, que deve vender 11,7 milhões de aparelhos.
A notícia foi baseada em estimativas da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). A razão principal, segundo os analistas, é a “MP do Bem”, aquela que o governo posa de bonzinho e retira alguns impostos dos computadores até R$ 4 mil reais. Os chamados computadores “populares”.
Ficam duas perguntas: se a “MP do Bem” contempla computadores “populares”, quais seriam os computadores “impopulares”? Seriam aqueles que as empresas, pequenas e médias, deveriam comprar para acelerar os negócios?
Outra: se esta é a “MP do Bem”, qual seria a “MP do Mal”? Seria a idéia praticada neste país de taxar computadores como são taxados cigarro e uísque escocês? Teria sido a criação da Reserva de Informática, nos anos 70 e 80, que colocaram o Brasil na rabeira da corrida digital?
Ao invés de gastar dinheiro para pegar brasileirinhos que chegam do exterior com um laptop na mala, suando frio pela contravenção, como se estivesse trazendo urânio enriquecido para Osama Bin Laden fabricar uma bomba atômica, será que não seria mais lógico contratar os próprios contrabandistas como consultores do projeto de inclusão digital?
Nesta altura do campeonato, será que ainda é necessário dizer que computador é necessidade básica, assim como escova de dente, arroz e feijão?
PS: imagem enviada pela golden list do Carlos Alberto Teixeira
Escrito por Marcelo Tas às 07h58