
Agora vai. Num grande esforço político, o PT, outrora partido dos barba-e-bolsa, hippies, ex-guerrilheiros, pró-MST, albaneses e homens de bem em geral, se uniu ontem numa noite histórica ao PFL, de ACM, Marco Maciel, Bornhausen & Cia para uma causa nobre: salvar o “professor”. Não o professor brasileiro, vilipendiado e humilhado diariamente com salários microscópicos e salas caindo aos pedaços. Mas, o “professor” Luizinho, entre aspas mesmo. Aquele gordinho de capacete. O gnomo do mensalão que levou “só” 20 mil do Delúbio, confirmados por ele próprio.
Em troca, o PT ajudou a salvar o pefelista Roberto Brant, também confesso recebedor de uma mensalinho não contabilizado da Usiminas que turbinou a campanha dele transferido diretamente para a famigerada agência SMPB de MV- iniciais do também famigerado e faminto Marcos Valério.
Foi uma vitórida da ignorância aliada ao coronelato. Da esquerda babona com a direita idem. Irmãs siamesas da chacota em que se transformou o Congresso Nacional e o Conselho de Ética, inteiramente desmoralizado, já que indicou as duas cassações.
É uma triste ironia, até no mensalão o “professor” é o que ganha menos: 20 mil em oposição aos 30, 40… e até 500 mil dos seus companheiros de partido.
Brant chegou a chamar a opinião pública de monstro. Ou seja, a minha, a sua, a nossa opinião é uma monstruosidade para o deputado do PFL. Enquanto os deputados comem pizza, o povo come o pão que o Luizinho amassou.
Imagem: Brasília – Deputados Professor Luizinho (PT-SP)- à direita, de capacete capilar; e Roberto Brant (PFL-MG)- à esquerda, de costas, com ausência capilar posterior; conversam entre parlamentares durante sessão da Câmara destinada a votar o processo de cassação do mandato de ambos. Foto: José Cruz/ABr.
Escrito por Marcelo Tas às 09h25