Fernando Gabeira foi um dos meus primeiros heróis brasileiros. Não vieram muitos outros. Também foi um dos primeiros ídolos que encontrei ao vivo, frente a frente. Quando era moleque, na faixa dos 18, 19… Gabeira tinha acabado de voltar da Europa, colocado aquela tanga roxa em Ipanema, falado da política do corpo, da liberação da maconha, da vontade de olhar o mundo de outro jeito… na minha primeira viagem de mochileiro pelo nordeste, dei de cara com ele dentro de uma kombi apertada a caminha de Canoa Quebrada, no Ceará, naquela época inacessível, escondida. Fiquei fascinado. Senti que estava no lugar certo. Foi como compartilhar um pic nic com Mick Jaegger numa praça de Londres…
Depois, bem mais tarde, acabamos nos conhecendo, nossas filhas foram da mesma escola… De perto, passei a respeitar ainda mais o cara. Sempre discreto. Sempre preciso. Sempre elegante.
Não havia hora melhor para ouvir Gabeira. Pedi para a produção do Canal 21 convidá-lo para ir ao Saca-Rolha esta semana. Ele que já havia confirmado, teve que desmarcar face aos novos escândalos. É, não deve dar para sair de Brasília nem para fazer xixi….
Mas, se você, como eu, não está entendendo nada, não perca a entrevista de Fernando Gabeira, nas páginas amarelas da Veja desta semana.
Escrito por Marcelo Tas às 22h55