Qual a cadência ideal para o ritmo de inovação no campo da automação? Uma troca de mensagens entre Mark Zuckerberg e Elon Musk nas redes sociais reacendeu o debate nos últimos dias.
O fundador do Facebook fazia uma transmissão ao vivo no quintal da sua casa quando foi provocado a comentar a postura apocalíptica que Elon Musk tem assumido recentemente. Com pouca cerimônia, chamou o CEO da Tesla Motors de irresponsável e incompreensível.
Não demorou muito para receber a resposta do próprio Musk pelo Twitter chamando Zuckerberg de limitado no assunto.
Dois gênios não confrontam ideias por assuntos pequenos. O que está em questão entre as farpas trocadas é o risco ou não que corremos com o domínio das máquinas na nossa rotina.
Se fosse para me escalar em alguma seleção, jogo entre os otimistas. Mesmo assim, fico com pulgas nos meus cachos. Como a lei pode prever riscos da inteligência artificial e proteger os humanos contra os robôs.
As previsões de Elon Musk é de carros sem motoristas dominarem o mundo em até 20 anos. Algoritmos e inteligência de máquina estarão literalmente guiando nossos caminhos.
Pense na cena: você está de passageiro em um carro autônomo. Por uma falha mecânica, ele perdeu o freio. Bem à frente, um grupo de idosos à direita, e um grupo de crianças à esquerda. Parar não é uma opção viável. O que fazer? Qual grupo atropelar?
Parece Black Mirror, mas alguém precisa calibrar noções de moral e ética nos cérebros eletrônicos. Para exercitar nossas mentes, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts publicou uma "máquina de moralidade". O usuário é exposto a tomar a decisão que pode salvar ou matar vidas. Os dados são coletados pelo MIT fomentando uma grande pesquisa interativa. http://moralmachine.mit.edu/
Conte nos comentários sua experiência como mentor moral de uma máquina de decisões.