
Meninada,
Nem precisa mais encheção de linguiça. Depois de ver a “propaganda gratuita” na TV, com bonzinhos de um lado defendendo o “adeus às armas” e mauzinhos de outro, enxugando gelo, percebo que já existe um perdedor para esse referendo: nós todos.
Vai custar uma grana preta, quase o equivalente a uma eleição, e não vai decidir nada. Não tem poder de veto, não tem poder decisório, não tem razão de existir.
Uma coisa é fato. Há pouquíssimas armas legalizadas no Brasil. Se o referendo autorizar a comercialização de armas para quem tiver essa necessidade ou vontade (a posição que mais me convence até agora) não vai refrescar nada. É coisa de 3 mil armas legalizadas (por ano) contra 8 milhões clandestinas.
Outro fato: existe uma enorme diferença entre ter uma arma e poder usá-la onde bem quiser. Você pode ter uma arma para defender a sua casa, mas isso não quer dizer que você pode usá-la na rua, como no faroeste. Para isso você precisa de ter porte de arma. No último ano, só foram outorgados 400 portes de armas em todo país. Portanto, votar “não” não significa apoiar o bang-bang, como o horário “gratuito” vem explicando.
Enfim, a mesma velha e boa confusão de sempre.
Portanto, até agora eu não sou nem SIM nem NÃO. Sou apenas CONTRA esse lamentável referendo.
O dinheiro empregado nele deveria ter ido para a Educação (que Lulinha não priorizou) ou para a Cultura (onde Gilzinho não fez p_ nenhuma).
E você, o que já aprendeu com esse tiroteio?
Escrito por Marcelo Tas às 20h48