
Este blog a-do-ra a São Paulo Fashion Week. Não só pela moda na passarela, mas principalmente por aquela que transborda para fora dela em forma de negócios, agitação e o estilo irreverente da fauna divertida do mundinho fashion que invade a cidade.
Posso estar enganado, definitivamente não sou do ramo, mas esta última edição me pareceu a mais fraca da história do evento: em interesse do público, do “business”, dos lançamentos e até da cobertura da mídia. Vou torcer para que eu esteja errado. Até porque uma coleção sensacional como a de Ronaldo Fraga na China é tudo, menos desestimulante.
Na minha única visita à SPFW, na sexta, encontrei o prédio da Bienal às moscas, o único movimento era de fotógrafos com câmera na mão, para cima e para baixo, sem ter quem ou o quê fotografar.
De novo, toc toc toc, tomara que minha impressão esteja redondamente equivocada.
O que não ajuda nem um pouco nesse estado é o hype artificial de iniciativas como o auto-denominado Moto-à-Porter da Motorola, um dos patrocinadores da atual edição da SPFW. Segundo o texto da home do blog, copiada acima, foram reunidos os “maiores blogueiros do mundo”, uma afirmação tão arrogante quanto inverídica; e inversamente proporcional à resposta da audiência. Resultou num festival de ZERO comentários. Nesta segunda-feira, nos 15 mais recentes posts, encontra-se apenas cinco comentários. Menos de meio comentário por post!
A internet pode ser um excelente veículo para divulgar a SPFW. Só que não ajuda nada “plantar” ou “marketear” uma cobertura. A internet deve ser trabalhada como os ingleses cultivam um jardim. Plantar, adubar e zelar com carinho e disciplina a vida toda. Sair plantando bananeira ou palmeira imperial na última hora não funciona.
Alô pessoal da Motorola e da SPFW, não vai aqui uma agulhada. Mas um alerta de quem comparece e respeita esse evento importante para a indústria da moda e para a cidade de São Paulo.
E para não dizer que não falei das flores, minha bola branca vai para a cobertura do UOL News, com humor e informação na medida certa, como nessa entrada: a moda cansa?
Escrito por Marcelo Tas às 22h58