
Meu ideal de vida é virar um dia o arquiteto Paulo Mendes da Rocha.
Sua entrevista, publicada na Folha de S. Paulo de hoje, contém tudo que o Parreira, você e eu precisamos saber: como sobreviver ao caos e vulgaridade do século 21.
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LIBERDADE “Já amanheci deitado com um amigo na sarjeta na praça da República e não aconteceu nada. Em qualquer desses bairros privados, teríamos sido metralhados. Se eu for pra lá, já vão me perguntar o que eu estou fazendo. Se disser que não sei, que fui passear, vou em cana. O que acontece com essa classe temerosa que se autoalimenta do pavor? Dizem: “Não há segurança”. Como pode haver segurança para quem tem filhos? Como? Botar um guizo em cada filho? É impossível. É uma idéia tola, a da segurança, e um instrumento da exclusão.
CIDADE “A idéia de cidade é amenizar a aflição. Eu saio do trabalho, encontro um amigo e posso tomar uma cerveja num bar.”
MEDO “Nunca a cidade estará perfeita, mas não precisamos cometer tanto previsível desastre. Como, por exemplo, morar distante, fechar para se proteger. Fecha, fecha e, de repente, a filha mata o pai. O medo é o instrumento fundamental do fascismo.”
Leia mais na entrevista publicada hoje em www.uol.com.br/fsp (para assinantes)
Foto: PMR na frente de uma de suas obras mais conhecidas, a renovação da Pinacoteca do Estado (imagem: www.designbrasil.org.br)
Escrito por Marcelo Tas às 08h44