
A disputa política nos ensina coisas fundamentais sobre os seres humanos. A lição mais evidente é sobre a vaidade. Quase sempre a causa de todas as dores de cabeça.
Senão vejamos. Um estilista sem projeção no mercado, Rogério Figueiredo, se auto denuncia como doador de um caminhão de vestidos, 400, para a primeira-dama do Estado, Lu Alckmin. Com qual intenção? Ele é da ala de alta costura do PT? Não, sua vaidade estava um pouco faminta por holofotes.
Dona Lu, por seu lado, diz que aceitou, mas apenas uns quarentinha. Well, 40 é um número perigoso, digníssima ex-primeira dama. É muito vestido para se receber de presente. Vanitas, vaidade…
Finalmente, a imprensa, mastiga o número 400 sem ouvir qualquer uma das partes. E segue o bate-boca de sempre. Qual a origem? Vanitas, vaidade… de desfraldar a língua ao léu e esquentar a disputa por microfones de uma campanha que ainda nem começou. Promete.
Não é à toa que o meu manual da situação mental do planeta é a Vanity Fair. Pouca gente percebe a tradução literal irônica do nome dessa sensacional revista norte-americana: a feira das vaidades.
Escrito por Marcelo Tas às 07h41