
Desabam e-mails protestando contra uma declaração minha hoje na Folha Ilustrada sobre música de protesto.
Pessoal, eu só disse que aquele pessoal de barba e bolsa, do movimento estudantil, “radicais” socialistas que queriam derrubar o sistema, eram de tão chatos, cômicos como um programa A Praça É Nossa. Desculpem se naquela época eu já tinha a visão do que muitos daqueles chatinhos iriam se tornar: senhores barrigudos de direita, caretas como antigamente, estafetas de multi, bajuladores de banqueiros, engajados em multinacionais da industria farmacêutica ou da indústria do blablablá que é a política partidária. O único resultado de anos de conversa mole foi a ditadura de Fidel em Cuba e o mega esquema de consultoria do “cumpanheiro” Zé Dirceu. Me poupem, tá?
Não tenho nada contra Mercedes Soza, que vai fazer show em SP com Maria Rita, ou flautinha de bambú. Toquem à vontade, mas não contem com minha audiência. Nesses dias estou me dedicando exclusivamente àquele capeta danado, Miles Davis (http://ebarracuda.com.br/).
Escrito por Marcelo Tas às 10h59