
Perplexo com si mesmo, Zé Dirceu é um pobre diabo em busca de alma e identidade. Ontem à noite no Roda Viva, ele continuou sua saga de tentar nos convencer, incluindo ele mesmo, de que é “Inocêncio”.
Enquanto isso, os meus colegas repórteres da bancada tentavam, em vão, pegar bagre ensaboado com perguntas lógicas e sensatas. Ora pessoal, uma pessoa em transe, que acredita em coelhinho da Páscoa, deve receber perguntas mais básicas. Aposto que ele não consegue responder a uma simples indagação. Responda rápido: qual é o seu nome?
Afinal Zé acredita, inclusive disse isso no programa, que até Dezembro de 2002 ele era do PT. E no minuto seguinte, não tinha nada mais a ver com tudo que aconteceu no partido. Incluindo o mar de lama trazido pela campanha eleitoral vitoriosa da qual ele foi o coordenador-chefe. A partir de 7 de Dezembro (acreditem, o Zé disse literalmente isso) virou outra pessoa, passou a ser do “governo” (com aquele erre bem aberrrrrrrrrrrto, falso caipira). É um caso de psicopatia evidente.
Taí justamente o crime “sem provas” que cometeu o nosso Super Zé: confundirrrrrrrr parrrrrrrrtido com goverrrrrrrrno.
Escrito por Marcelo Tas às 10h40